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Marcelo Rebelo


O fim-de-semana desportivo trouxe várias notas positivas. A mais extraordinária de todas foi a razoável manchete do Record de Sábado. Já na quinta-feira passada, ao ler a crónica do enviado especial do mesmo jornal à Ukrania, tinha ficado com a sensação de ter compreendido a relação entre as várias "incidências" em que se podem decompôr, sem perda de visão orgânica (de qualquer forma ausente) ou qualidade estética, os jogos do Sporting (no caso o Shakhtar-Sporting), o que, por representar uma revolução nos objectivos do jornal, me provocou calafrios e dúvidas existenciais de vária ordem. Com o título da primeira página deste Sábado, não só rompeu o Record com a delirante falta de imaginação e humor que sempre caracterizou a sua linha editorial, como me fez sonhar com o dia em que apareça um periódico desportivo que dê ao futebol a importância que, por exemplo, a Economist dá à economia mundial, e daí retire a natural consequência de que o humor nunca é uma distração, podendo mesmo ser um valioso instrumento de compreensão das coisas.
Mas não, o Record não nos deixa sonhar muito. Como que demonstrando que a capa de Sábado não foi um "acidente" apenas para o Porto, mas também para o próprio Record, trataram os editores de desconstruir a piadola através da exploração, pelo fim-de-semana dentro (e veremos se ficam por aqui), de ramificações possíveis da analogia entre a situação da Liga Sagres e um veículo de duas rodas, como que dizendo: "pedimos desculpa por termos brincado com os sentimentos da massa adepta do Porto no dia de ontem, mas como podem ver pelo título de hoje isto faz parte de um esquema metafórico de âmbito mais geral, em que se pretende unicamente dar uma imagem gráfica da posição relativa dos vários pretendentes ao título e dos respectivos momentos de forma, mas se quiserem a gente desiste já e pede desculpa, longe de nós tentar o humor com aspectos tão fundamentais da vida de cada um dos nossos leitores":
Mas não vamos chicotear muito o Record; ele é, apesar de tudo, o nosso melhor jornal desportivo, a par do O Jogo, do Público, do DN, do Jornal de Negócios, do O Dia, da Sentinela, do Água e Ambiente, do Meios e Publicidade ou da publicação da Ordem dos Enfermeiros.

Outra situação positiva foi o acrescento de mais outra não-preocupação ao aglomerado de não-preocupações que o Benfica me tem dado. Eu já estava extremamente não-preocupado com o Reyes, com o Aimar, com o Yebda, com o Miguel Vitor, com o Carlos Martins, com o Balboa, e com o Quique. Sinto que estou em condições de acrescentar outra não-preocupação: Suazo. O Suazo é o tipo de jogador que eu mais gosto de ver no Benfica: uma grande promessa à procura de relançar a carreira num clube que já prometeu muito, com o resultado de que ficam os dois à espera que um puxe pelo outro. Claro que me descobriram um bom defesa-direito (que consegue fazer cruzamentos em força entre os defesas e o guarda-redes, uma raridade em solo nacional) e que o Benfica é o Benfica, mas acho que não se corre o risco de acontecer Glória.

Uma última nota para o golinho do Lisandro. Se o Sporting tivesse um jogador daqueles iam mais 10 mil pessoas ao estádio por jogo do que vão agora. Há quem não compreenda isto.

Posted by maradona on segunda-feira, 27 de outubro de 2008 at 17:41

O golo do levezinho em leiria é bem mais entusiasmante que o de Lisandro.
O problema da falta das pessoas em Alvalade chama-se Paulo Bento. É um treinador que não mobiliza. Com ele e com o futebol que preconiza nunca haverá grande mlitância em Alvalade. Mesmo com Liedson...

Excelente post, mas entre Lisandro e Liedson prefiro o Liedson e, acho que qualquer tripeiro com um pouco de juízo diria o mesmo.

Dá para trocar o Vukcevic, o Tiuí e o Ronny pelo Lisandro?

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