« Home | Sair do Nuno » | Coisas que, se pensarmos bem, são um bocadinho mai... » | A Dieta Rochemback, um blogue com linguagem gestua... » | Domingo de vómitos (amén) » | Vamos ao que interessa e estejam bem » | A Albânia. Uma espécie de Vitória de Setúbal com m... » | Primeira e separada libertação » | Grande jogo, jovem! » | Diga 33 » | História abreviada de Bruno Alves »

A dieta maradona


Em Junho de 2006, na segunda-feira seguinte à final de Roland Garros, caí na asneira de me incompatibilizar com a TV Cabo a propósito de uns assuntos e calhou que foi uma daquelas coisas mal acabadas, que ainda hoje me traz chatices e correspondência de várias pessoas da cadeia de cobranças da instituição, desde o rapaz em trabalho temporário ao juíz do tribunal de injunção, missivas que vou respondendo aqui e ali com o que acho ser a justiça do que se passou entre nós e, enfim, estamos nisto vai para dois anos e meio. Não sou um intruja nem me portei mal, mas também não vos vou aqui expôr as minhas razões, até porque a nossa foi uma relação bonita que me levou pela mão por caminhos novos como a banda larga ou noites aparentemente tão bem aproveitadas em frente aos - na altura em que começámos - 39 canais, ou o que era. Deu-se que segui em frente (e a TV Cabo também - acho que até mudou de nome - embora ainda hoje insista e me escreva regularmente) e decidi que passava a ter só quatro canais e um leitor de dvd. Nesse mesmo instante deixou de existir desporto em sinal aberto.

Nunca mais vi uma final (ou um jogo completo) de ténis, nem um campeonato de atletismo ou outra 'qualquer coisa que estivesse a dar', vi com esforço os Jogos Olímpicos e preciso de prever com alguma antecedência o que se vai passar na televisão quanto a futebol. Aconteceu que, sendo a minha televisão um aparelho um bocado moderno não trazia antena de fábrica, pelo que não tenho nenhuma ligada, o prédio também não, e, por sei lá o quê (preguiça?), nunca apliquei oito euros numa antena, que agora são aqueles aparelhos pretos em forma de parabólica. Uso um garfo: um garfo na parte de trás do televisor, com um dos dentes na tomada e ligeiramente torto para apontar para cima dentro do possível. Com esta manigância consigo um serviço de televisão que me permite ver a Dois e a SIC sem restrições de nenhuma ordem (alguns problemas com o som da SIC aos fins-de-semana), a RTP 1 com alguma chuva mas que ainda assim permite ver o Domingo Desportivo nas calmas e a TVI, com um som inatacável, mas praticamente sem imagem. Posso ouvir mas dificilmente vejo os Morangos com Açúcar e consegui a espaços perceber o que se passava no Estádio da Luz neste domingo, entre o que ouvia e o que lia na net (Rogério o minuto-a-minuto do Record é menos divertido mas muito mais competente).

Ouvi o tal cruzamento do Bynia e ouvi uma ou duas subidas, acho que boas, do Sidnei, numa das quais parece que quase rematou (ou passou ao Reyes?). Ouvi pouco do Suazo e ainda me chegou aos ouvidos que o Leo estava fora de forma e, talvez velho. Nunca estive tão pouco preocupado com um assunto como com o assunto do Leo e vou continuar a recusar acreditar no que quer que seja até ver com os meus olhos. Ouvi também fontes mais engraçadas (no sentido de que é uma pessoa que tem mesmo muita piada) a dizer que "o Reyes não consegue passar em velocidade um defesa esquerdo da II Liga com duas horas de jogo nas pernas", o que é um outro problema que me tem tirado o sono de uma forma que não queiram saber, como se eu não estivesse já conformado desde o Poborsky, para não dizer do Paneira, que o Benfica é uma equipa que se recusa a ter médios e extremos que centrem na linha. Pode ser que a situação se complique um pouco mais se também não houver laterais que o façam, mas mesmo nessa situação continuo a ter um sono por medicar. Sei bem do valor que o maradona atribui a um centro bem esgalhadinho, tal foi o terror que uma vez transmitiu naqueles primeiros seis meses do Nélson aqui há dois anos e que ainda lhe hão-de valer (ao Nélson) uma carreira inteira com ordenado na conta ao fim do mês. Mas se esse é, como parece, o único cavalo que tens contra o Reyes, meu querido, pode ser que ainda venhas a ter chatices sérias com um gajo que é espanhol, tem 1,75m, não perde a bola (se não estiver a correr para a linha de fundo, acção que não compreendo porque é que ainda acontece meia-duzia de vezes por jogo), e cujos pezinhos fazem passes (não vou falar aqui de remates), de preferência no meio de quatro gajos, que ainda te vão ser responsáveis por mais umas quantas intoxicações se não te pões a pau. As melhoras.

Posted by Sérgio on terça-feira, 21 de outubro de 2008 at 15:01

Lindo, caraças!

Comecei a ler, e parecia-me o maradona a escrever!

Tá fodido o gajo, que agora tem concorrência!

tens razão MGP. parecem todos extra-terrestres. vidas iguais? não têm tempo para gajas... só para estas merdas...

A do Poborsky foi golpe baixo. Vou ali para o canto chorar.

fds... por momentos pensei que querias uma medalha por não veres TV.

vai ver ao café...

(sim, que se foda "the point")

Oh, por favor!
Eu gosto muito do maradona, mas ele era incapaz de escrever a 1ª frase deste post sem um erro ortográfico.

Enviar um comentário