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Sair do Nuno


Devido a uma pluralidade de razões verdadeiramente vukceviquiana, há mais de duas semanas que não consigo assistir a um único evento desportivo em directo, pelo que o impacto das sucessivas desgraças tem sido amortecido por sucessivas almofadas de atraso informativo. O Portugal-Albânia, por exemplo, não me fez verter um único insulto. As primeiras novidades que tive do jogo (nem me lembrei que estava a ser transmitido na televisão) chegaram a 5 minutos do fim, cortesia do fabuloso serviço de relatos em tempo real do Mais Futebol, cujos excertos relevantes passo a transcrever:

85 - É oficial: não entra mesmo! Quaresm serve Nuno Gomes que, de calcanhar isola Nani, mas o extremo atira para defesa de Begaj!!

88 - A bola não entra!! Remate de Ronaldo, de fora da área, mas ao lado!!

90 - Portugal não saiu do Nuno frente à Albânia e sai do relvado debaixo de um coro de assobios do público

O facto de Portugal não ter saído do Nuno em dois jogos seguidos foi acolhido com alarme em vários sectores. Não tendo visto nenhum dos Nunos em questão, apenas me posso dar por satisfeito com a falta de um lateral-esquerdo de raíz na selecção A (assumindo que o Antunes vai continuar a sua tranquila progressão até ao estado Paulo Torres). A ausência de um lateral-esquerdo implica uma opção suicida a menos no reportório táctico do actual regime. Se houvesse para aí um qualquer Tiago Pinto a titular nos três grandes, com hipóteses de ser chamado regularmente à selecção e de ser regularmente substituído por um extremo ao intervalo, o Nuno contra a Albânia podia perfeitamente ter sido desfeito pelo lado errado.

(Também fui incapaz de assistir ao desfazer do Nuno do Sporting em Leiria, ocupado que estava a percorrer Lisboa de uma ponta à outra num táxi que conseguiu atravessar a Avenida da República em menos de quarenta segundos, ignorando três sinais vermelhos: “Não se preocupe que isto é largo, dá sempre tempo para um gajo se desviar”.
Mas
há coisas das quais um gajo não se consegue mesmo desviar. Creio que estão reunidas todas as condições para fazer de Vukcevic o Afonso Martins da sua geração. Haja vontade política; com o meu voto já contam.)

Posted by "Rogério Casanova" on terça-feira, 21 de outubro de 2008 at 03:32

Queria só chamar a atenção para o facto de a narração dos factos («o facto» «dos factos»...) ocorridos ao minuto 85 e 88 constituir uma redundância narrativa («narração» «narrativa»...): se há um ponto de exclamação depois de, por exemplo, «A bola não entra!», não é necessário (nem desejável) fazer acompanhar a informação seguinte de que o remate foi «ao lado» por um ponto de exclamação, porque já tínhamos sido informados de que a bola «não tinha entrado», pelo que, não tendo a bola entrado, não é surpresa que tenha sido «ao lado». Se, hipoteticamente, a bola tivesse batido na trave, no poste, na linha de golo, outra vez na trave, na cabeça do guarda-redes e outra vez na trave, então justificar-se-ia o ponto de exclamação, porque essa informação seria surpreendente mesmo já sabendo o leitor que a bola «não tinha entrado». De resto, este relato do MF é de facto um exemplo de erudição estilística digna de não ser ignorada.

andam todos a escrever à maradona... que paneleiros...

ninguém menciona o facto de o carlos queirós ter estado ao lado do pinto da costa a ver o jogo? que no resto dos jornais e tvs vendidos aos clubes isso não se mencione, acho estranho que aqui, neste blog livre de armas nucleares, não se ponha pelo menos uma fotozinha.

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